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Mãe questiona assistência municipal após morte de criança com traqueostomia em Socorro

Mãe questiona assistência municipal após morte de criança com traqueostomia em Socorro

Mãe questiona assistência municipal após morte de criança com traqueostomia em Socorro

A morte de Ana Cecília, de apenas 1 ano, trouxe à tona o debate sobre os desafios enfrentados por famílias que dependem da rede pública de saúde para o tratamento de crianças com necessidades especiais. A menina, que utilizava traqueostomia, faleceu após enfrentar complicações de saúde, gerando um questionamento público por parte de sua mãe, Jamille Graciela, sobre a agilidade e a qualidade do suporte oferecido pelo município de Nossa Senhora do Socorro.

Desafios na rotina de cuidados especiais

Em entrevista concedida à TV Atalaia, Jamille Graciela relatou a exaustiva rotina necessária para garantir a sobrevivência da filha. Segundo a mãe, a gestão diária de insumos e a manutenção de um ambiente adequado para uma criança traqueostomizada impõem uma carga psicológica severa sobre os responsáveis. “Só a gente sabe o quanto é difícil manter uma casa limpa, manter uma criança viva e ter que se preocupar com os materiais para o seu filho”, desabafou.

Para a mãe, a luta vai além do suporte clínico básico. Ela defende que o poder público precisa ampliar o olhar sobre a realidade dessas famílias, que enfrentam pressões constantes para assegurar que seus filhos recebam o tratamento adequado. A busca por visibilidade para essa causa é, segundo Jamille, uma forma de evitar que outras mães passem por situações semelhantes de vulnerabilidade.

Questionamentos sobre o atendimento municipal

O ponto central da reclamação da família reside na assistência prestada durante o agravamento do quadro clínico de Ana Cecília. A mãe alega que houve demora no atendimento por parte da rede municipal de saúde de Nossa Senhora do Socorro. Embora a família atribua o desfecho trágico a essa falha no suporte, a causa oficial do óbito ainda depende de esclarecimentos técnicos do serviço hospitalar que realizou o atendimento final.

Posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Nossa Senhora do Socorro lamentou o falecimento da criança e prestou esclarecimentos sobre o acompanhamento realizado. A pasta informou que Ana Cecília era assistida pela rede municipal, recebendo consultas, visitas domiciliares, além de medicamentos e insumos necessários.

A Secretaria destacou ainda que a menina foi acompanhada pelo programa Melhor em Casa entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Sobre a questão do oxigênio, o órgão afirmou que havia um cilindro disponível para eventuais situações de emergência. A gestão municipal reforçou que a definição da causa do óbito caberá ao serviço hospitalar responsável pelo atendimento derradeiro.