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TJSE mantém proibição de greve dos professores da rede estadual em Sergipe

TJSE mantém proibição de greve dos professores da rede estadual em Sergipe

TJSE mantém proibição de greve dos professores da rede estadual em Sergipe

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) reafirmou a decisão que impede o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) de deflagrar ou manter a greve dos professores da rede estadual. A determinação, proferida nesta segunda-feira, 21, ocorre após a entidade sindical apresentar um pedido de reconsideração sobre o movimento deliberado em assembleia no dia 2 de setembro.

Entendimento do Tribunal sobre a paralisação

A desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, responsável pela análise, reconheceu que o sindicato regularizou a documentação referente à convocação da assembleia e à ata da reunião. Contudo, o magistrado entendeu que requisitos fundamentais previstos na Lei de Greve não foram integralmente cumpridos, o que inviabiliza o movimento neste momento.

Um dos pontos cruciais foi a falha na comunicação prévia à Administração Pública. Embora o Sindicato tenha expedido o Ofício nº 1930/2026, os registros do TJSE indicam que o documento só foi protocolado no Gabinete do Governador e na Secretaria de Estado da Administração em 8 de setembro, data em que a greve já estava prevista para iniciar. O tribunal também apontou a ausência de provas documentais sobre a comunicação efetiva aos pais, alunos e responsáveis.

Exigências operacionais e plano de contingência

Além das questões formais, a justiça destacou a falta de um plano operacional detalhado para assegurar a continuidade dos serviços essenciais durante a paralisação. O sindicato propôs uma divisão de efetivo, mas a desembargadora considerou que o documento carecia de informações essenciais, como a indicação nominal das escalas, turnos e as unidades escolares envolvidas.

Devido a essas pendências, a proibição da greve permanece vigente, acompanhada da manutenção da multa diária anteriormente fixada. A decisão, no entanto, não é definitiva quanto ao mérito da paralisação: o TJSE ressaltou que o sindicato pode apresentar novos documentos a qualquer tempo para sanar as irregularidades apontadas, permitindo uma nova análise do caso.

Contexto da mobilização da categoria

A mobilização dos professores sergipanos tem como pano de fundo o cumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em outubro de 2025, a Corte declarou inconstitucional a Lei Complementar nº 213/2011, que alterou o plano de carreira do magistério. O Sintese defende a retomada dos níveis de carreira e dos percentuais de valorização baseados na formação acadêmica dos docentes.

O sindicato alega que o Governo de Sergipe não apresentou uma proposta concreta para adequar a legislação ao entendimento do STF, citando ainda que o Executivo solicitou, em julho deste ano, uma extensão de prazo à Corte para o cumprimento da medida. Por outro lado, o governo estadual aponta limitações financeiras e restrições impostas pela legislação eleitoral como entraves para o atendimento imediato das demandas da categoria.

A reportagem do portal Imprensa 24h tentou contato com a assessoria do Sintese para comentar a decisão, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Perguntas frequentes

Por que a greve foi proibida pelo TJSE?

A greve foi suspensa devido ao descumprimento de requisitos legais, como a falta de comunicação prévia à administração pública dentro do prazo e a ausência de um plano operacional detalhado para a manutenção dos serviços.

O sindicato pode recorrer ou regularizar a situação?

Sim. A decisão permite que o sindicato apresente novos documentos a qualquer momento para comprovar a regularização dos pontos pendentes, o que possibilitará uma nova análise pelo Tribunal de Justiça.

Qual é o principal motivo da greve dos professores?

A categoria reivindica o cumprimento de uma decisão do STF que declarou inconstitucional a lei que alterou o plano de carreira do magistério, exigindo a retomada dos níveis e percentuais de valorização anteriores.

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