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TSE marca candidatura de Ricardo Marques como inapta após renúncia de vice

TSE marca candidatura de Ricardo Marques como inapta após renúncia de vice

TSE marca candidatura de Ricardo Marques como inapta após renúncia de vice

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou o sistema DivulgaCand e passou a classificar como “inapta” a candidatura de Ricardo Marques (PL) ao Governo de Sergipe. A alteração no status oficial ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) reconhecer a impossibilidade de manutenção da chapa majoritária, em decorrência da renúncia do candidato a vice-governador, Érico Menezes.

Impacto jurídico na chapa majoritária

A decisão, assinada pela juíza Brígida Declerc Fink, fundamenta-se na natureza indivisível das candidaturas ao Poder Executivo. De acordo com o artigo 69 da Resolução TSE nº 23.609/2019, o registro de governador e vice-governador é realizado em chapa única. Como o prazo legal para a recomposição da chapa expirou, a Justiça Eleitoral determinou a inviabilidade da candidatura de Ricardo Marques de forma isolada.

É importante ressaltar que a sentença não aponta qualquer causa de inelegibilidade pessoal do candidato. O status de “inapto” reflete estritamente a consequência jurídica da vacância no cargo de vice, que impede o prosseguimento da chapa no pleito.

Histórico de mudanças na composição

A chapa liderada pelo PL enfrentou instabilidades desde o início do período eleitoral. Em 15 de agosto, a então candidata a vice-governadora, Pastora Salete, oficializou sua desistência da disputa, declarando apoio a outro nome na corrida eleitoral. Poucos dias depois, em 19 de agosto, Érico Menezes foi apresentado como o novo integrante da chapa.

A situação mudou novamente na última terça-feira, 29 de setembro, quando Érico Menezes comunicou sua renúncia. Em nota pública, o ex-candidato justificou a decisão por motivos de foro íntimo, destacando a necessidade de dedicar-se ao acompanhamento da saúde de sua esposa e ao convívio familiar neste momento.

Desdobramentos do processo eleitoral

A homologação da renúncia de Érico Menezes pelo TRE-SE ocorreu na quarta-feira, 30. Com o encerramento dos prazos para substituições, a Justiça Eleitoral consolidou o entendimento de que a chapa não possui mais os requisitos formais para concorrer. O caso ilustra a rigidez das normas eleitorais brasileiras quanto à integridade das chapas majoritárias, que não permitem a candidatura de apenas um dos postulantes aos cargos de governador ou vice.

Perguntas frequentes

Por que a candidatura foi considerada inapta?

A candidatura foi declarada inapta porque a chapa majoritária, composta por governador e vice, é indivisível. Com a renúncia do vice e o fim do prazo para substituição, a chapa não pode mais concorrer.

Ricardo Marques está inelegível?

Não. A decisão judicial baseia-se exclusivamente na impossibilidade técnica de manter a chapa incompleta, não havendo qualquer reconhecimento de inelegibilidade pessoal contra o candidato.

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