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Vendas no varejo brasileiro mantêm ritmo de crescimento pelo terceiro mês

Vendas no varejo brasileiro mantêm ritmo de crescimento pelo terceiro mês

Vendas no varejo brasileiro mantêm ritmo de crescimento pelo terceiro mês

Resistência do consumo no cenário econômico

O setor varejista brasileiro consolidou em agosto o seu terceiro mês consecutivo de expansão. Dados do Índice do Varejo Stone (IVS) indicam que as vendas avançaram 0,5% na comparação com julho, mantendo uma trajetória de alta que reflete a resiliência do consumo das famílias, mesmo diante de um cenário de juros elevados.

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o desempenho é ainda mais expressivo, com um crescimento de 7%. Esse movimento sugere que, apesar das restrições orçamentárias, o mercado interno tem encontrado fôlego para manter o ritmo de transações em diversos segmentos da economia nacional.

Desempenho regional e setorial

A recuperação observada em agosto foi ampla, atingindo a maioria das unidades da federação. De acordo com o levantamento, 25 dos 27 estados brasileiros registraram números positivos na comparação anual. O Amazonas destacou-se como o líder do ranking, com um avanço de 21,8%, seguido pelo Acre (12,8%) e Tocantins (11,4%). Em São Paulo, o setor varejista apresentou uma alta de 6,7%.

Na contramão desse movimento, apenas o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul registraram resultados negativos, com quedas de 0,4% e 1,6%, respectivamente. No recorte setorial, sete das oito categorias monitoradas pelo índice tiveram desempenho positivo. O setor de combustíveis e lubrificantes liderou a lista com alta de 15,2%, enquanto supermercados e alimentos cresceram 8,5%, e materiais de construção subiram 7,8%. O segmento de vestuário e calçados foi o único a apresentar retração, com queda de 3,5%.

Desafios impostos pelo custo do crédito

Embora a sequência de altas seja um sinal positivo, especialistas apontam para uma perda gradual de velocidade na comparação mensal. Guilherme Freitas, economista e pesquisador da StoneCo, ressalta que, embora o mercado de trabalho continue sendo um pilar importante para a sustentação da renda e do consumo, existem barreiras significativas.

O custo elevado do crédito e o nível de endividamento das famílias brasileiras atuam como freios para a demanda. Esse impacto é sentido com maior intensidade em compras que dependem diretamente de financiamentos ou parcelamentos de longo prazo. O IVS, que baseia seus cálculos em transações processadas via cartões, vouchers e Pix, reflete essa dinâmica de um consumo que, embora ativo, opera sob cautela financeira.

Perguntas frequentes

O que explica a alta no varejo apesar dos juros altos?

A resiliência do consumo é sustentada principalmente pela força do mercado de trabalho, que mantém a renda das famílias e permite a continuidade das compras, apesar do encarecimento do crédito.

Quais setores tiveram o melhor desempenho em agosto?

Os destaques foram combustíveis e lubrificantes (15,2%), seguidos por supermercados e alimentos (8,5%) e materiais de construção (7,8%).

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