A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal segue sem previsão de término. Em assembleias realizadas nesta segunda-feira, a categoria rejeitou a nova proposta apresentada pelo banco, contrariando a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que defendia a aceitação do acordo.
Com a decisão, a paralisação nacional, que já dura 11 dias, continua impactando o atendimento ao público e as operações da instituição. A Caixa é a principal referência no mercado de financiamento habitacional, setor que sente os efeitos diretos da interrupção das atividades dos bancários.
Impasse sobre benefícios e condições de trabalho
Apesar de a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ter estabelecido uma convenção coletiva que prevê reajuste salarial de 4,60% — composto pelo índice do INPC somado a um ganho real de 0,6% —, pontos específicos da Caixa permanecem como entraves. A proposta do banco, que foi recusada pelos trabalhadores, incluía alterações no plano de saúde, como a redução do teto anual de coparticipação para R$ 4,7 mil e a fixação do valor do pronto-socorro em R$ 120.
Outro ponto de divergência envolve a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Enquanto funcionários do Banco do Brasil encerraram sua greve após a antecipação do pagamento da PLR, a proposta atual da Caixa mantém as regras vigentes para o benefício, o que não foi considerado suficiente pela categoria.
Pontos de negociação e avanços propostos
O banco havia incluído na mesa de negociações medidas voltadas à flexibilização da jornada e à mobilidade de trabalho para empregados com deficiência. Além disso, a proposta contemplava o fim do limite de idade dos filhos para a utilização das horas destinadas ao acompanhamento familiar.
Mesmo com esses tópicos, a base manteve a mobilização. O comando nacional de greve, que havia orientado o fechamento do acordo durante as assembleias ocorridas entre 11h e 18h, agora precisa reavaliar os próximos passos da estratégia de negociação diante da negativa dos trabalhadores.
Perguntas frequentes
Por que a greve na Caixa continua?
A greve prossegue porque os bancários rejeitaram a proposta apresentada pelo banco, que incluía mudanças no plano de saúde e mantinha as regras atuais da PLR, consideradas insuficientes pela categoria.
Qual é o impacto da paralisação?
A greve, que já dura 11 dias, afeta o atendimento presencial e o processamento de diversas operações bancárias, com destaque para o segmento de financiamento habitacional.
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