A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado. Em assembleias realizadas na última segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a categoria rejeitou a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. Segundo dados das entidades sindicais, mais de 90% das bases votaram contra o documento oferecido pela instituição.
Impasse nas negociações do Saúde Caixa e Super Caixa
A proposta recusada incluía alterações significativas no custeio do Saúde Caixa e nas regras do programa de desempenho Super Caixa. Sobre o plano de saúde, o banco propôs elevar sua participação no custeio, com o teto de contribuição subindo de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. O modelo, contudo, previa a implementação de novas faixas de contribuição para dependentes e titulares a partir do próximo ano.
No programa Super Caixa, as mudanças sugeridas incluíam a aplicação individual do indicador NS para os trabalhadores, enquanto a avaliação dos gestores permaneceria atrelada ao desempenho da unidade. A proposta também previa a ampliação da premiação de habilitação inicial de 25% para 50%, além de ajustes no painel de acompanhamento de resultados.
Premiação e compensação de horas
O banco mantinha na mesa a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, condicionado ao desempenho do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026. A instituição sinalizou que, caso a proposta fosse aprovada, o pagamento dessa bonificação, juntamente com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), ocorreria no dia 30 de setembro.
Em relação aos dias parados, a Caixa propôs o abono da paralisação ocorrida em 20 de agosto. Para os demais dias de greve, a compensação das horas não trabalhadas deveria ocorrer em um prazo de até 180 dias. A categoria, no entanto, considerou os pontos insuficientes para encerrar o movimento paredista, que teve início nacional no dia 10 de setembro.
Próximos passos do movimento
Diante do resultado das urnas, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTEC) informou que buscará a reabertura imediata das negociações com a direção da Caixa. Willian Louzada, coordenador da Mesa de Negociação, deve formalizar o pedido de reunião para tentar construir um novo texto que contemple as reivindicações da categoria.
Enquanto o impasse persiste, as agências que aderiram à paralisação seguem com atividades suspensas. A orientação da Caixa é que os clientes utilizem os canais digitais, como o Internet Banking e o aplicativo do banco, para realizar serviços que não dependam de atendimento presencial nas unidades.
Perguntas frequentes
A greve na Caixa ainda está em vigor?
Sim. Após a rejeição da proposta em assembleia no dia 21 de setembro, os empregados das bases que aderiram ao movimento mantêm a paralisação.
O que acontece com o atendimento nas agências?
O atendimento presencial segue afetado nas unidades em greve. A Caixa recomenda o uso dos canais digitais para transações bancárias.
Qual é a previsão para o fim da paralisação?
Não há data definida. A continuidade da greve depende de novas rodadas de negociação entre a CONTEC e a direção da Caixa Econômica Federal.

