A Edge, empresa controlada pela Compass, oficializou um memorando de entendimento com o governo do Rio Grande do Sul para a instalação de um terminal terrestre de gás natural liquefeito (GNL) no município de Rio Grande. O projeto, anunciado nesta quinta-feira (24), tem potencial para atrair até R$ 1 bilhão em investimentos para o estado gaúcho.
Expansão da infraestrutura e oferta de gás
A iniciativa visa suprir uma demanda crescente por energia no Rio Grande do Sul. Atualmente, o estado enfrenta limitações para ampliar o fornecimento de gás natural por meio de gasodutos tradicionais, como o Gasbol. Com o novo terminal, a companhia pretende facilitar o acesso ao insumo para grandes consumidores, com foco especial no setor industrial.
O empreendimento será integrado às operações já existentes da Edge, como o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado em Santos. Segundo a empresa, o desenvolvimento do projeto e a alocação definitiva de recursos ainda dependem da decisão final de investimento (FID) da Compass e do aval dos órgãos reguladores competentes.
Modelo de negócio e atuação da Edge
A Edge é uma das unidades de negócio mais recentes do grupo Cosan, tendo sido estruturada em 2024. A empresa consolidou ativos estratégicos que estavam sob o guarda-chuva da Compass, incluindo o terminal paulista e uma planta de purificação de biometano em Paulínia, desenvolvida em parceria com a Orizon.
Além da infraestrutura de regaseificação, a companhia atua fortemente na comercialização de gás no mercado livre, com uma carteira de contratos que atende majoritariamente indústrias em São Paulo. A estratégia de expansão da Edge também prioriza o modelo off grid, que utiliza caminhões criogênicos para transportar o gás até clientes que não possuem conexão direta com a malha de gasodutos, alcançando indústrias e empresas de transporte em diversas regiões.
Próximos passos
A assinatura do memorando marca o início das tratativas formais entre a iniciativa privada e o poder público gaúcho. O sucesso da implementação do terminal de GNL em Rio Grande dependerá da viabilidade técnica e das aprovações regulatórias que nortearão a decisão final de investimento da Compass nos próximos meses.

