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Operação Dirus investiga desvio de R$ 15 milhões em contratos da saúde em Sergipe

Operação Dirus investiga desvio de R$ 15 milhões em contratos da saúde em Sergipe

Operação Dirus investiga desvio de R$ 15 milhões em contratos da saúde em Sergipe

Investigação apura irregularidades na gestão da saúde em Socorro

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a Operação Dirus, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes em contratos públicos voltados para a área da saúde no município de Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju. A ação conta com a colaboração estratégica da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

As autoridades judiciais autorizaram o bloqueio de bens e valores que somam até R$ 15,6 milhões, montante que corresponde ao prejuízo estimado aos cofres públicos. A operação mobiliza um contingente de 136 policiais federais e 12 auditores da CGU, que cumprem 32 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros: Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba.

Esquema de superfaturamento e subcontratação

O foco principal da apuração são contratos firmados entre 2020 e 2026 para a gestão de unidades de saúde municipais. Entre os alvos da investigação estão o antigo hospital de campanha, estruturado durante a pandemia de Covid-19, e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.

Conforme as informações preliminares divulgadas pela Polícia Federal, o esquema envolvia o superfaturamento de serviços e a subcontratação de empresas que possuíam vínculos diretos com gestores das organizações sociais responsáveis pela administração das unidades de saúde. O modus operandi visava o desvio de verbas públicas através de contratos inflados.

Origem da apuração e desdobramentos

A investigação teve início após uma auditoria técnica realizada pela CGU, que identificou inconsistências graves na execução dos contratos e no uso dos recursos públicos repassados. O material apreendido durante as buscas será analisado para identificar todos os envolvidos na rede de corrupção e confirmar a extensão dos danos ao erário.

Os investigados podem responder por crimes como peculato, fraude em licitação e associação criminosa. A operação segue em andamento e as autoridades buscam agora aprofundar as provas documentais e digitais coletadas nos endereços ligados a empresas e organizações sociais sob suspeita.