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Papa Leão XIV encerra visita à França com apelo urgente pela paz na Europa

Papa Leão XIV encerra visita à França com apelo urgente pela paz na Europa

Papa Leão XIV encerra visita à França com apelo urgente pela paz na Europa

O papa Leão XIV concluiu nesta segunda-feira, 28, uma intensa viagem de quatro dias pela França com um discurso contundente em favor da paz no continente europeu. Diante de uma multidão em Metz, o pontífice alertou contra o que classificou como uma “espiral de mentiras e engano” que tem dominado as relações internacionais contemporâneas.

Apelo por diálogo e fim da guerra

Em sua fala, o líder da Igreja Católica defendeu a necessidade de coragem diplomática para colocar um ponto final no conflito entre Rússia e Ucrânia. A escolha de Metz para o encerramento da agenda foi simbólica: a cidade é a terra natal de Robert Schuman, um dos arquitetos da União Europeia, cujo processo de beatificação está em curso no Vaticano.

O papa criticou o que chamou de “bárbara” condução das relações entre Estados e indivíduos. Em uma referência indireta ao cenário político global, Leão XIV condenou a disseminação de informações falsas e o uso da mentira como ferramenta política, posicionando-se contra a “ilusão do rearmamento” em um momento em que nações europeias elevam seus orçamentos militares.

Multilateralismo e desafios europeus

Defensor ferrenho do direito internacional e do multilateralismo, o pontífice reforçou que a União Europeia deve superar suas tensões internas para atuar como um contrapeso às grandes potências. Entre os desafios citados pelo papa estão a crise migratória, as consequências da saída do Reino Unido do bloco e as divergências sobre como lidar com o governo de Vladimir Putin.

Leão XIV enfatizou que o caminho para a estabilidade exige “diálogo paciente” e a disposição de sacrificar posições nacionais em prol do bem maior. O papa, cujo pai participou do desembarque na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial, também reiterou a importância de políticas de integração para os imigrantes.

Cenário político e eleições

Ao lado do pontífice, o presidente francês Emmanuel Macron aproveitou a ocasião para alertar contra o ressurgimento dos nacionalismos. O evento ocorre em um momento de incerteza política na França, com a ascensão de partidos de extrema direita nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2027, lideradas por figuras como Marine Le Pen.

O papa encerrou sua passagem pelo país com uma prece à Virgem de Lourdes, pedindo que a França seja guiada por “governantes sábios e generosos”. Segundo dados oficiais do Vaticano, a visita mobilizou mais de 1,3 milhão de fiéis em solo francês. A última celebração, na catedral gótica de Metz, reuniu cerca de 35 mil pessoas antes do retorno do pontífice a Roma. Para mais detalhes sobre o impacto diplomático desta visita, acompanhe as atualizações no Imprensa 24h.