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Ações da Suzano sobem após anúncio de reajuste nos preços da celulose

Ações da Suzano sobem após anúncio de reajuste nos preços da celulose

Ações da Suzano sobem após anúncio de reajuste nos preços da celulose

As ações da Suzano (SUZB3) encerraram o pregão desta terça-feira (22) com valorização de 2,81%, cotadas a R$ 48,58. O movimento positivo dos papéis reflete a repercussão do anúncio de um novo reajuste nos preços da celulose, previsto para entrar em vigor em outubro.

Impacto global nos preços da commodity

A companhia informou aos seus clientes que aplicará um aumento nos valores praticados em diferentes regiões. Para o mercado asiático, o reajuste será de US$ 20 por tonelada. Já para as operações nas Américas e na Europa, o acréscimo será mais expressivo, chegando a US$ 50 por tonelada.

A estratégia de precificação da empresa busca acompanhar a demanda global e o cenário de custos do setor. Analistas do Bradesco BBI destacam que o anúncio está alinhado com a expectativa de preços sustentados no curto prazo, especialmente após o sucesso na implementação do aumento de US$ 20 por tonelada realizado em setembro na Ásia.

Fundamentos do mercado e custos de produção

O cenário atual indica fundamentos sólidos para o setor. Na China, a expectativa é de que o novo aumento seja amplamente absorvido pelo mercado, dado o baixo nível de estoques nas fábricas de papel locais e a necessidade de recomposição de matéria-prima antes de um período sazonal de demanda mais aquecida.

Além da demanda, a dinâmica de custos oferece suporte adicional à alta dos preços. Os valores dos cavacos de madeira importados na Ásia permanecem acima de US$ 200 por unidade de medida (bdmt). Essa pressão nos insumos mantém a curva de custos elevada, forçando produtores chineses integrados a buscarem celulose no mercado externo.

Embora o mercado não projete uma disparada acentuada nos preços, a análise do Bradesco BBI aponta que a tendência de alta deve se manter nos próximos meses. A instituição financeira reforçou, inclusive, que a ação da Suzano permanece como sua única recomendação de compra no setor de papel e celulose, mantendo uma postura cautelosa em relação aos demais players do segmento.