Os cartões de vale-refeição e vale-alimentação passam a contar com novas regras e maior abrangência a partir deste sábado, 7. A principal alteração é a implementação da interoperabilidade, um sistema que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite a modalidade.
A transição do setor teve início em maio e chega a uma etapa importante em novembro, mês em que a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador completa um ano. Na prática, a medida busca ampliar as opções de uso dos benefícios para os trabalhadores em restaurantes, supermercados e outros comércios do setor de alimentação.
Novas regras para o setor de benefícios
Empresas do setor estão englobadas nas mudanças conforme o enquadramento no programa federal. A medida abrange marcas conhecidas do mercado, como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile, que precisam se adaptar às novas exigências de integração tecnológica e comercial.
Além da abertura para novas maquininhas, a regulamentação estabelece limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduz o prazo para o repasse dos valores das vendas. De acordo com o governo federal, o objetivo central é estimular a concorrência no mercado de benefícios e facilitar a aceitação por parte do comércio.
Desafios operacionais e questionamentos
Apesar da expectativa em torno da nova fase, a implementação da interoperabilidade enfrenta desafios logísticos e operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes aponta que os sistemas das empresas ainda passam por adaptações e relata preocupações quanto à integração total no prazo previsto.
Ademais, parte das diretrizes estabelecidas pelo governo tornou-se alvo de questionamentos judiciais por parte de algumas operadoras que atuam no segmento. A Agência Brasil acompanha os desdobramentos dessas discussões no âmbito regulatório e econômico.
Como funciona a nova modalidade
A entrada em vigor da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação altera a dinâmica de transações. Na teoria, o cartão de uma operadora específica passa a funcionar em terminais de pagamento que estejam habilitados para receber o benefício, reduzindo a dependência de contratos exclusivos.
Vale ressaltar que a regra não obriga todo o comércio a aceitar os cartões. O uso continua restrito aos estabelecimentos que já estão habilitados para processar esse tipo de transação comercial, dependendo também da consolidação técnica entre as redes processadoras.

